Irmãos recém nascidos

7/01/2012 às 5:37 pm


Hoje de manhã saí pra fotografar no Parque da Ruínas, um dos N lugarezinhos históricos de Santa Tereza (RJ). Chegamos lá e como de praxe, tinham muitos turistas de outros estados, fazendo suas presepadas tirando retratos com a cidade em segundo plano usando flash, fazendo barulho e jogando lixo no chão -lamentável.

Quem conhece o Parque das Ruínas, sabe que é uma espécie de casa aberta que tem uns 3 ou 4 andares, onde no penúltimo deles tem uma daquelas escadas que giram, que dá acesso a uma pequena cobertura – onde por sinal tem-se uma vista privilegiada dos cantos do RJ.

A caminho da cobertura, nesse penúltimo andar, um barulhinho me chamou atenção. Parecia som de um pássaro, não, não; no plural!! Um fino grito que aparecia e sumia, repetidas vezes… Fiquei ali por um tempo e identifiquei que só sumia quando alguém subia ou descia pela escada. Fiquei quieto, prestando atenção de onde tal barulho vinha, e não demorou muito até conseguir identificar: um ninho de passarinho escondidinho no último andar da escada, bem num cantinho, onde por perto, os pés dos turistas desesperados passavam pra fazer suas preseparadas e ver a vista do topo, ignorando tal momento único.

Logo percebi que a mãe estava no pedaço. Havia um pássaro indo pra lá e pra cá voando ao redor e por dentro da ruína, era uma rolinha bem gordinha e aparentemente saudável, de cor meio cinza e meio marrom.

Na hora peguei a 100mm macro, subi o ISO pra 1600, me estiquei e fiquei numa posição desconfortável por cerca de 5 minutos esperando o momento certo, e…

Por isso vale o lembrete: quando for sair pra fotografar, nunca se esqueça de usar todos os seus sentidos; dentre eles, a audição certamente lhe ajuda a guiar para os momentos únicos: onde os que só dão atenção ao aparato visual, nunca conseguirão chegar. Mas também não se esqueça dos outros: fique ligado no vento, nos aromas, no tato (pra imaginar as texturas), simplesmente em tudo, e esta regra não vale somente para fotos de natureza: claro que num museu o tato não te serve pra nada, mas creio que consegui me fazer entender.

2 observações que valem a título de nota:

1. Precisei chegar razoavelmente perto dos bebês, por isso coloquei a câmera em modo de live view, pois o barulho do espelho batendo podia assustá-los;

2. Nem preciso comentar que a foto foi feita SEM flash. Imagino que seria uma crueldade com eles jogar um flash na cara logo depois de terem nascido. Não só fiz a foto sem flash, como fiquei de sentinela por um tempo depois pronto pra dar esporro em algum turista que fosse fazer tal maldade, pois certamente me viram fazendo a foto e por acaso poderiam esperar eu sair pra ir lá e fazer cagada.

Li uma vez em um guia da National Geographic que a regra #1 para ter sucesso em qualquer foto de natureza, é respeitá-la acima de tudo.

Making of da capa CD Ritmo Explosivo, do Paraphernalia

24/12/2011 às 3:13 pm


Há um bom tempo eu acompanho muito de perto o trabalho de uma banda chamada Paraphernalia, composta por 8 músicos do mais alto nível e que toca um som muito refinado, no melhor estilo Blaxploitation. De tanto tempo que passamos juntos, seja em ensaios, shows, gravações sessões de fotos, acabei me envolvendo com a banda, e já escrevi tanto sobre ela neste blog, que resolvi fazer uma categoria, enfim: o Paraphernalia faz parte da minha vida! Há uns meses atrás fui convidado pra fazer a foto da capa do primeiro CD, o Ritmo Explosivo. O requisito seria que a foto que serviria de inspiração seria neste estilo, do Ed Lincoln.

A idéia era fazer algo parecido, porém mantendo a originalidade da concepção, mas com cores mais suaves, um figurino mais arrojado,  com um ângulo e que desse mais pra ver o rosto das pessoas:

Capa do disco do Paraphernalia - Ritmo Explosivo!

Dark Side of The Moon: Immersion Box Set Details

24/12/2011 às 12:37 am


I just won this from Xmas, and made those macro shots :)

Rio 50 graus

22/12/2011 às 4:09 pm


A música está desatualizada, Fernanda Abreu podia lançar um update né?

Nicolas Miele

Componha retratos usando a razão de Fibonacci

13/12/2011 às 11:34 am


Se você está procurando um jeito de chamar mais atenção para elementos cruciais em seu enquadramento, ou está cansado da regra dos terços, a razão de Fibonacci é a saída. Veja o vídeo abaixo e surpreenda-se com esta razão (requer saber inglês):

A razão de Fibonacci, também conhecida como a “razão divina”, é uma espécie de matriz da natureza, pois ela está presente em inúmeros elementos criados, como por exemplo a espiral de uma concha.

Tá, mas o que esse lero-lero tem a ver?

Ué, basta colocá-la para compor suas fotos! Quando aplicada no enquadramento da fotografia, essa razão surte efeitos esteticamente agradáveis. Assim como a regra dos terços, funciona como um imã para que os olhos dos observadores sejam automaticamente guiados para onde você quer. Onde a regra dos terços diz que o enquadramento deve ser divido em 3 partes iguais, ou seja: 1:1:1, a razão de Fibonacci diz que este ponto chave, deve concentrar-se na proporção 1:0.618:1, e assim sucessivamente. Veja a imagem abaixo que você certamente entenderá melhor onde deve colocar o ponto chave do seu enquadramento.

Caso queira saber mais sobre o assunto, veja este link :)

O Lightroom tem um pulo do gato pra te ajudar a fazer os enquadramentos usando este método. Basta apertar a tecla “O” no modo de crop para que o grid alterne para a razão de Fibonacci.

Galeria de fotos: National Geographic Photo Contest 2011

12/12/2011 às 12:33 pm


Algumas fotos dos participantes do concurso de fotografia de 2011 da National Geographic. Enjoy :)

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